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quarta-feira, novembro 12, 2008

35 anos de hip hop

E tudo começou com um par de toca discos...

Hoje é o aniversário oficial do hip hop, considerando a fundação da Zulu Nation (12/11/1973), primeira organização de hip hop, fundada por Afrika Bambaataa, que uniu os quatro elementos, nessa data deixo um salve a todos os amantes da verdadeira cultura HIP HOP e a palavra fica com o próprio pai da matéria: DJ Kool Herc!

"Quando eu comecei no DJing lá nos 70, era algo que a gente fazia por diversão. EU vim pela "escolah popular", da rua. Se o povo gosta de você, eles vão te ajudar e o teu trabalho vai falar por si. As festas que eu dei aconteceram e pegaram. Viraram um rito de passagem para os jovens do Bronx. Então a geração mais jovem entrou e começou a colocar seu estilo no que eu havia começado. Eu coloquei o alicerce, e todos os arquitetos começaram a colocar este e aquele andar. Logo, antes que a gente mesmo notasse, a coisa começou a desenvolver.
A maioria das pessoas me conhece como DJ Kool Herc. Mas quando eu me apresentava às pessoas, eu só dizia que meus amigos me chamavam de Herc. Mais tarde eles podiam perguntar: "Você é aquele Herc?". A minha coisa é: venha me conheça como eu sou. Minha cabeça não tá decepada, eu não tento enfrentar as pessoas. Se você gosta do que eu faço, se gosta de mim tocando música ou fazendo festas, hei, isso é o que eu faço pra meus amigos e o povo. Isso é o que eu sempre fiz.
Pra mim, hip hop diz, "Venha como você é". Nós somos uma família. Não é sobre segurnaça. Não é sobre bling-bling. Não é sobre o quanto sua arma pode atirar. Não é sobre tênis de U$$ 200. Não é sobre eu ser melhor que você ou vocÊ sendo melhor do que eu. É sobre eu e você, conectando um ao outro. É por isso que tem apelo universal. Deu ao jovem um jeito de entender seu mundo, não importa se estão no subúrbio ou no centro.
Hip Hop també criou muito empregos que de outro jeito não iriam existir. Mas ainda mais importante, eu acho que o hip hop fez uma ponte em uma brecha cultural. Aproximou jovens brancos e negros, marrons com amarelos. Todos eles têm algo em comum que amam. Ele passa dos estereótipos e pessoas se odiando por causa desses estereótipos.
As pessoas falam sobre os quatro elementos do hip hop: Djing, B-Boying, MCing e Graffitti. Acho que há muito mais do que isso: o jeito que você caminha, o jeito que fala, o jeito que olha, o jeito que se comunica. Na minha época, tinhámos James Brown, cireitos civis e black power, você não tinha pessoas se chamando de ativistas do hip hop. Mas essas pessoas hoje estão falando sobre sua época. Elas tem o direito de falar do jeito que vêm as coisas acontecendo.
Hip Hop é a voz dessa geração. Mesmo se você não cresceu no Bronx dos anos 70, hip hop está lá pra você. Virou uma força poderosa. Hip hop une todas essas pessoas, todas essas nacionalidades ao redor do mundo juntas.
Mas a geração hip hop não está fazendo o melhor uso do reconhecimento e da posição que tem. Nós percebemos quanto poder o hip hop tem? A geração hip hop pode ter uma posição coletivamente e fazer uma declaração. Há muita gente que está fazendo algo positivo, que estão fazendo hip hop do jeito que deve ser feito. Estão alcançando jovens, mostrando a eles o que o mundo pode ser : gente vivendo junta e se divertindo.
Mas muito frequentemente, aqueles que tem o maior reconhecimento são aqueles enfatizando o negativo. E acho que muita gente tem medo de falar dessas paradas. "Manter a real" (keep it real) virou só mais uma frase cansada. Soa legal. Mas tem sido prostituída e pervertida. Não é mais sobre manter a real. É uma questão de manter do jeito certo (keep right).
Por exemplo, rappers querem ser tão "bling-bling". Você tá mesmo vivendo uma vida de luxúria? VocÊ não tem outros problemas? Que coisas te tocam? É sobre isso que queremos ouvir os rappers falando. Comece um diálogo com o seu povo. Fale sobre coisas acontecendo na sua vizinhança.
Música é às vezes um remédio (uma fuga) pra realidade, e a única vez em que você consegue um diálogo é quando uma tragédia acontece. Quando Tupa, Biggie ou Jam Master Jay morreram foi quando as pessoas quiseram ter um diálogo. Era tarde demais. Não há pessoas suficientes usando o hip hop como uma forma de lidar com coisas sérias, como uma forma de tentar mudar coisas antes da tragédia atacar.
Nós temos o poder de fazer isso. Se Jay-Z sair um dia com a camisa de tal jeito ou LL Cool J sair com uma perna da calça enrolada, no outro dia todos estão fazendo a mesma coisa. Se decidirmos um dia dizer que não vamos matar alguém sem razão alguma, todos seguirão.
Eu não quero ouvir pessoas dizendo que não querem modelos de comportamento. Você pode já ter a atenção do meu filho. Vamos deixar isso claro. Quando eu digo pra ele, "Não ande desse jeito, não ande daquele jeito", você está andando daquele jeito e falando daquele jeito. Não seja como um traficante, como um assaltante qualquer. Corta essa merda. Isso é fuga. Essa é a saída fácil. Você tem a atenção das crianças. Eu estou te pedindo pra me ajudar a criá-los.
Você pode estar vivendo bem. Mas se você sair da vizinhança, havia alguém pra te guiar lá quando você precisou, alguém que disse, "Filho, aqui estão dois dólares". Você pode ter nocauteado o guetopra sair dele, mas o que fez pelo gueto ultimamente? COmo você pode sair do nada pra ser algo, e ao mesmo tempo, continuar se sujando pra ter isso tudo?
Hip Hop sempre foi sobre se divertir, mas é também sobre ter responsabilidade. E agora temos um palanque para falarmos por nós mesmos. Milhões de pessoas estão nos olhando. Vamos ouvir algo poderoso. Falar às pessoas o que elas precisam ouvir. Como vamos ajudar a comunidade? O que nós queremos? O que aconteceria se levassemos a geração hip hop a votar?, ou a formar organizações para mudar as coisas? Isso seria poderoso.
Hip Hop é uma família, então todos tem que entrar nisso. Leste, Oeste, Norte ou Sul - nós viemos de uma costa e essa costa era a África. Essa cultura nasceu no gueto. Nascemos aqui para morrer. Estamos sobrevivendo agora, mas ainda não estamos crescendo. Se temo um problema temos que corrigí-lo. Não podemos ser hipócritas. É isso que espero que a geração hip hop possa fazer, levar todos nós para o próximo nível sempre nos lembrando: É tudo sobre manter a real, é tudo sobre manter o
correto."

DJ Kool Herc

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Afrika Bambaataa & Soul Sonic Force - Planet Rock_The Album (1986)

01 - Afrika Bambaata - Planet Rock
02 - Afrika Bambaata - Looking For The Perfect Beat
03 - Afrika Bambaata - Renegades Of Funk
04 - Afrika Bambaata - Frantic Situation
05 - Afrika Bambaata - Who You Funkin' With
06 - Afrika Bambaata - Go Go Pop
07 - Afrika Bambaata - They Made A Mistake

Para baixar clique aqui.

sábado, outubro 18, 2008

POST Nº 100 / SUGAR HILL GANG

POST Nº 100

Pois é, chegamos ao centésimo post aqui no Groove Grave. Valeu a todos que freqüentam, baixam e comentam. Um salve aí família, dei uma desanimada no caminho, mas to pronto pra mais duzentos. E que venham eles!

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Suggar Hill Gang

O centésimo post não poderia ser sobre alguma coisa menos importante do que a Sugar Hill Gang, que gravou Rappers Delight, o primeiro rap gravado em disco, em cima do break de Good Times, sucesso da era disco (então já no seu final) da banda Chic.
Segue aí um trecho do livro “Can´t stop, won´t stop” sobre o impacto desse som nas palavras de quem viveu a época.

“Rappers Delight foi impressionante para mim”, disse Bill Adler, então um crítico musical do jornal Boston Herald que mais tarde trabalhou para a Def Jam, “não porque os artistas estavam rimando e não cantando. O que era impressionante era que durava quinze minutos. Boston tinha uma estação de rádio de música negra e era uma estação AM chamada WILD. Sempre que eles tocavam Rapper´s Delight – o que era o tempo todo – eles tocavam a versão de quinze mintuos inteira, o que nunca tinha acontecido com outras músicas.”
Mas na fronteira do universo do rap nas vizinhanças negras de Long Island, Chuck D, então um MC de 19 anos de idade, lembra do impacto de Rappers Delight de forma diferente. “Eu não pensava que era concebível alguma coisa tipo um disco de hip hop”, ele diz. “Eu não conseguia ver”. O famoso DJ Eddie Cheeba esteve em Log Island e tocou Good Times para os negros em maio, prometendo enquanto tocava que seu próprio disco de rap ia sair logo. “Eu pensei tipo, disco? Merda, como você vai colocar o hip hop em um disco? Porque era uma coisa inteira, entende? Como você vai colocar três horas em um disco??” Chuck disse. “Bam! Eles fizeram Rappers Delight”. E a ironia não é quão longa a gravação era, mas o quão curta era. Fiquei pensando, “ Cara, eles cortaram toda a merda em quinze minutos? Eram um milagre.”...
Os amadores da Sugar Hill Gang nunca tiveram uma DJ. Unidos em uma tarde em New Jersey, eles eram uma criação de estúdio que nunca havia pisado no palco até virarem um sucesso na rádio. Eles escreviam com ouvido de fã, e entusiasmo de iniciantes. ...
Ironicamente, Sugar Hill Gang ajudou a reviver a decadente cena dos clubes do Bronx. Mas ir aos clube tornou-se uma experiência mais passiva do que nunca. Os b-boys desapareceram e, diz Charlie Ahearn “Ninguém estava dançando. Rap virou o foco. MC´s estavam no palco e as pessoas ficavam olhando para eles”. DJs já não estavam no centro da música. A nova indústria do rap independente não tinha lugar para eles, além de alugar as bandas caseiras para copiar o espírito de suas manobras nos toca-discos. “Isso é 1980,” diz Ahearn. “Em outras palavras, o hip hop está morto em 1980. É verdade.”



The best of Sugar Hill Gang

1. Rapper's Delight
2. Hot Hot Summer Day
3. 8th Wonder
4. Showdown
5. Apache
6. The Lover in You
7. The Word Is Out
8. Kick It Live from 9 to 5
9. Livin' in the Fast Lane
10. Girls
11. Work, Work, the Body


Para baixar clique aqui.

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Sugarhill Gang - Rapper's Delight



DEF SQUAD - RAPPERS DELIGHT (Regravação feita pelos rappers da gravadora Def Jam para o disco In da beggining there was rap, cloetânea de clássicos do rap regravado por figuras atuais)